Alimentação natural no primeiro ano de vida: um desafio para a enfermeira profissional em um centro de cuidados primários.

Autores

  • Rosa Sangiovanni PREMIO ANUAL AÑO 2004 E.S.FF.AA. – Área Enfermería y Técnica Médica. SEGUNDO PREMIO
  • Estela Ochoa Prêmio Anual 2004. D.N.S.FF.AA. Segundo Prêmio - Área de Saúde Pública e Administração.
  • Silvia Santana Prêmio Anual 2004. D.N.S.FF.AA. Segundo Prêmio - Área de Saúde Pública e Administração.

DOI:

https://doi.org/10.35954/SM2005.27.1.5

Palavras-chave:

Enfermagem; Primeiro nível de cuidados; Amamentação.

Resumo

O aleitamento materno direto exclusivo (EDBF) ou alimentação natural é a alimentação infantil ideal.
A OMS recomenda que as crianças sejam amamentadas exclusivamente até os 6 meses de idade, incorporando alimentos semi-sólidos de valor nutricional até um ano de idade, como complemento ao aleitamento materno direto (DB).
Em relação à amamentação, o problema não é exclusivo da população de baixa renda; 47% das crianças são desmamadas antes dos 6 meses de idade. Com porcentagens que incluem as mães no subsetor público aos 3 meses e no subsetor privado aos 4, 5 meses.
Em 2001, foi realizado um levantamento diagnóstico em relação ao estado de saúde de todas as crianças menores de um ano de idade no CAP nº 1, que mostrou, entre outros problemas: promoção inadequada da amamentação, com intervenções incidentais e sem coordenação multiprofissional, e abandono precoce da alimentação natural por parte das mães, com porcentagens semelhantes às encontradas em nível nacional e internacional.
O presente trabalho visa mostrar uma análise comparativa em duas etapas da amamentação em duas populações com características semelhantes, pertencentes ao mesmo centro de saúde de primeiro nível, através da estratégia de intervenção educativa realizada pelo Profissional de Enfermagem, no âmbito da equipe multiprofissional e do programa Mãe e Criança do CAP N°1.
Este é um estudo transversal comparativo em duas etapas.
A população do estudo é composta por dois grupos: 1) mães e seus recém-nascidos no período entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2001, caracterizados pelo fato de não terem participado do plano de intervenção. 2) as mães e seus recém-nascidos no período entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2002, caracterizados por estarem incluídos no plano de intervenção.
Grupo 1 ano 2001, julho, dezembro - N = 32. Grupo 2 ano 2002, julho, dezembro - N = 38.
Dentre as conclusões, destaca-se que: Embora o ponto de partida de ambas as populações (2001-2002) comece com porcentagens próximas a 100% em relação à SCI, observando os resultados do trabalho de pesquisa podemos concluir que a SCI, no âmbito de um plano de intervenção sistemática de recrutamento e acompanhamento, coordenado com a equipe multiprofissional, melhora as porcentagens gerais e o prolongamento no tempo da mesma. Os resultados da segunda população (SCI. 68% a 3 meses, 63,1% a 6 meses, 52,6% a 9 meses e 42% a 12 meses).
A discussão destaca isso: Embora a amostra possa ser considerada pequena para a generalização dos resultados, não é menos verdade que a figura do Profissional de Enfermagem, devido à sua formação, gera a coordenação e os padrões necessários com a equipe multiprofissional para estabelecer as linhas de trabalho. Estas linhas, devido à abordagem sistemática e metodológica do profissional, permitem tirar conclusões, que serão a base para as normas a serem adotadas ano após ano para o programa de melhoria contínua dos serviços de saúde.

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Referências

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Publicado

2005-12-30

Como Citar

1.
Sangiovanni R, Ochoa E, Santana S. Alimentação natural no primeiro ano de vida: um desafio para a enfermeira profissional em um centro de cuidados primários. Salud mil [Internet]. 30º de dezembro de 2005 [citado 15º de julho de 2026];27(1):58-74. Disponível em: https://www.revistasaludmilitar.uy/ojs/index.php/Rsm/article/view/299

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