Avaliação funcional do membro superior em pacientes em uma policlínica de reabilitação
DOI:
https://doi.org/10.35954/SM2025.44.2.2.e301Palavras-chave:
qualidade de vida, avaliação de programas e instrumentos de pesquisa, extremidade superior, indicadores de qualidade de vida, medicina física e reabilitação, reabilitação, serviços de reabilitaçãoResumo
Introdução: A heterogeneidade da população atendida na Policlínica de Membros Superiores e Queimaduras da Unidade Acadêmica de Medicina Física e Reabilitação do Hospital de Clínicas representa um desafio do ponto de vista assistencial e técnico; até o momento, não existe uma linha padronizada e objetivável de avaliação inicial. Esta pesquisa é relevante para a equipe de atendimento e para os pacientes, pois oferece suporte para adaptar e melhorar os métodos de avaliação a fim de implementar medições objetivas no início. Ela também permitirá a promoção de futuras linhas de pesquisa levando em conta o perfil da população.
Objetivo: Caracterizar funcionalmente os pacientes que consultam pela primeira vez em uma policlínica de reabilitação de membros superiores, usando as escalas ARAT e Quick DASH.
Material e métodos: Estudo observacional descritivo, com coleta de dados de pacientes atendidos entre dezembro de 2024 e abril de 2025. Foram incluídos pacientes com mais de 18 anos de idade com lesões nos membros superiores, que consentiram e aos quais foram aplicadas as duas escalas em sua primeira consulta. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e comparativas de acordo com o sexo e a lateralidade.
Resultados: Foram incluídos 18 pacientes. Os escores do ARAT variaram entre 0 e 57 e os do QuickDASH entre 0% e 86,4%, com alta dispersão. Foi observada uma dissociação entre as duas escalas, com casos de boa funcionalidade objetiva e alta autopercepção de incapacidade. Não foram encontradas diferenças significativas por lateralidade. As mulheres relataram maior incapacidade no QuickDASH (p = 0,0328), sem diferença funcional objetiva.
Discussão: O achado mais relevante é a dissociação entre as duas escalas: foram identificados pacientes com funcionalidade objetiva preservada (ARAT alto) que relataram altos níveis de incapacidade no Quick DASH.
Conclusão: As escalas ARAT e Quick DASH permitiram uma caracterização complementar da funcionalidade dos pacientes. A combinação de medidas objetivas e subjetivas é útil na avaliação inicial e pode enriquecer o planejamento terapêutico individual.
NOTA: Este artigo foi aprovado pelo Comitê Editorial.
Recebido para avaliação: maio de 2025.
Aceito para publicação: junho de 2025.
Correspondência: Enrique Muñoz 870, Ap. 401. CEP 11300. Tel.: (+598) 099861312. Montevidéu, Uruguai.
E-mail de contato: diegoaiscar@gmail.com
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